Amigos. Nunca cheguei a ter realmente um amigo. Nunca cheguei a confiar em alguém para contar minhas teorias malucas sobre o universo e a estúpida vida. Nunquinha considerei alguém meu amigo a ponto de chegar e dizer: ”Por favor, me empresta o seu ombro, eu preciso chorar.”
Eles sempre estiveram ocupados demais com as suas vidas, então, eu sempre achei melhor não incomodá-los. Nunca tive um amigo pra poder dizer as vezes em que eu penso em morrer, fugir, sumir… Nunquinha. Eles estão ocupados demais. Eu não tenho um amigo que guarda os seus problemas no bolso pra poder segurar os meus, nunca tive.
Não tenho alguém aqui comigo pra se importar de verdade, pra olhar nos meus olhos e dizer que eu posso desabar nele, pra me ligar bem cedinho só pra me acordar e não me deixar chegar atrasada no trabalho, ou alguém pra dizer aos meus pais não me deixarem ir a um determinado lugar só porque ele quer me proteger.
Nunca tive amigos. Eu nunca tive porque eu também estava sendo ocupada demais fazendo papel de amiga com quem nunca, nem sequer por um segundo, abriu mão de seus problemas para segurar os meus. É esse meu altruísmo que me faz ser a amiga mais boa amiga e sem amigos do mundo.
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