Mostrando postagens com marcador Eu escrevi baby. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eu escrevi baby. Mostrar todas as postagens

Será que ser otimista é realmente importante para nós ? Ou ser otimista nos prejudica na vida e nas forma de esperar pelas coisas

Esperança é uma palavra estranha pra mim, porém ao mesmo tempo ela me é familiar. Digo, não gosto de ter esperança com as coisas, pois geralmente no final tudo sai diferente da forma que eu esperei, da forma que eu lutei e dar forma que eu tinha esperança que acontecesse. Esperança pra mim, não tem um significado bom, não me traz sensações boas, não me traz sentimentos bons. Esperança me dá ansiedade e ansiedade me traz medo. O que devemos esperar da esperança ? Digo, o que realmente devemos esperar que ela nos traga ? Coisas boas ou coisas ruins ? Conquistas ou derrotas ? Eu costumo associar fé e otimismo a esperança.

Há pessoas que são ricas e há pessoas que têm dinheiro.” Eu por exemplo, sou rica. Rica de tristezas, rica de decepções, rica de mágoas, rica de solidão, rica de carência, rica de ódio… Muito rica.

Obrigada a vocês, queridos filhos de umas putas por ter me feito sofrer, por ter passado pela minha vida e ter feito com que eu aprendesse muitas coisas pela dor. Obrigada, vocês fizeram eu me tornar uma pessoa melhor e a deixar de ser idiota.




Eu fiquei um tempo pensando em escrever essa carta, mas me faltava coragem de colocar tudo para fora. Hoje, eu me encorajei e estou aqui, no começo dessa humilde carta para dizer a você -que nunca irá ler isto- as coisas que me fez sentir. 


     No começo foi tudo tão intenso, eu não ligava para nada e nem ninguém. No começo, eu morria de amores por você e era bom. Já no começo, tínhamos várias promessas, que era seguida da promessa de cumpri-las. Lá no comecinho, você estava acanhado e eu também, nós não nos conhecíamos, éramos ainda um singular -e ainda somos-. Quando tudo começou, você havia me achado linda, metida e fácil. E eu, havia te achado o pior garoto do mundo. No começo, nós éramos desconhecidos um para o outro. Passávamos pelo o corredor da escola e nem nos olhávamos, pois a gente não se conhecia. É estranho a forma como as coisas começaram e foram tomando um rumo totalmente diferente do que esperávamos…
     O tempo foi capaz de fazer com que aqueles meros desconhecidos, que nem se olhavam no corredor da escola, se aproximar e se apaixonar. O tempo foi capaz de fazer com nós dois nos completássemos por um tempo e depois cada tomou seu rumo. Porém, esse tempo em que nós dois nos completamos foi um tempo suficiente para me ensinar coisas e colocar pensamentos em minha mente. Esse tempo todo, foi um tempo bom. Foi um tempo em que nos amamos e brigamos, nos cuidamos e descuidamos, nos queremos e desqueremos… A gente se completava e não se completava ao mesmo tempo. Esse tempo foi lindo.
     Independente das coisas que aconteceram, você me fez um bem enorme. Um bem inexplicável. Você cresceu dentro de mim, você evoluiu dentro de mim. Mas eu esperava que fosse algo pequeno, mas não, você tinha que crescer grandemente aqui, dentro de mim. Você me fez bem e merece ser lembrado em todas as datas do meu aniversário. Sim, sempre lembrarei de você. Sempre.
     Eu queria saber até aonde iria o nosso plural, se eu tivesse deixado com tudo continuasse, eu queria saber. Mas eu acho que o fato de eu ter deixado você ir, o fato de eu ter deixado você escapar das minhas mãos, me fez aprender coisas que eu não aprenderia se você não partisse. O fato de eu ter deixado você ir embora, me causou saudade e me causou uma enorme vontade de deitar em minha cama, chorar e remoer tudo aquilo que passamos junto. Só eu e você.


Por que você foi aparecer agora ? Logo agora que eu te esqueci. Logo agora que, depois de tudo, eu consegui deixar de te gostar, de te desejar, de sentir saudades. Por que você apareceu só agora ? Agora que eu posso viver sem você. Agora que eu já te superei. Te superei tanto que, toda vez que te vejo, você não faz a menor falta a mim. Por que você não apareceu antes ? Você soube, soube com todas as letras que eu te gostava e não apareceu nem sequer por um instante para me dar carinho. E, agora que eu te esqueci você resolveu vir ? Não. Agora, eu lamento dizer que é tarde demais. Você teve todos esses anos para vir, e não veio. Não veio porque não quis. Agora eu não quero. Agora eu não te espero mais. Eu superei. S-u-p-e-r-e-i. E tenho orgulho de dizer isso com todas as letras. Agora você vai ter que ser feliz com outra pessoa, comigo não será mais. 

E mais uma vez aconteceu o mesmo que havia acontecido outras vezes; No final de tudo a gente parou de se falar, você acabou me odiando, me evitando e arrumou outra para preencher o meu lugar. Sei que a culpa foi minha, e ela sempre é. Mas eu não consigo para de pensar um dia sequer de como tudo seria hoje se eu não tivesse te dito aquelas coisas, se eu não tivesse recusado aquele beijo seu. E, não há nada que possa fazer com que eu te esqueça. Mesmo que eu tenha te excluído de todas as minhas redes sociais, não há como eu te esquecer. Imagina de quem eu vou lembrar quando eu olhar pro meu urso Arthur ? E no dia do meu aniversário, que na verdade é nosso, como não lembrar de você ? Eu sei que você acreditou em tudo o que eu disse, até eu mesma acreditei quando eu disse que não queria te enganar e que eu não gostava de você. Até eu acreditei, mas eu só acreditei naquela hora, depois tudo mudou, sabe ? O tempo passou e o sentimento de perda e arrependimento foi me dominando e daí foi surgindo aquele tal de ciúmes e depois no final eu acabei gostando mesmo de você. Meu Deus, isso tudo é tão clichê não acredito que estou pensando nisso. Mas eu queria que você soubesse que eu sinto sua falta, eu sinto falta do meu cracudo, que adorava me zoar e adorava dizer que eu parecia uma boneca. Eu sinto falta do seu abraço, de te ver todas as manhãs, de falar com você, nem que seja só um ”Oi”. Mas eu não posso. Eu tenho que te deixar ser feliz e preciso parar de te atormentar, te encher e te irritar com minhas idiotices. Eu só… Só queria que você soubesse que se eu pudesse voltar no tempo eu faria tudo diferente.

Mesmo que você tenha me superado.

— Eu menti pra você.  
— Como assim mentiu pra mim ? Não estou te entendendo. 
— Eu menti sobre a menina que eu te disse que eu fiquei quando viajei. 
— Ah, então você não está namorando com a sua garota lá ? Estão só ficando, então ? 
— Acho que você está sendo irônica comigo, você ainda não entendeu. 
— Não, eu não entendi mesmo. Aliás, eu não sei o porquê de você estar me dizendo que mentiu pra mim sobre a menina, porque isso não me afeta em nada. 
— Ah, então você não quer saber ? É isso ?— Ué, agora que você começou, termina de falar, porque eu não estou entendendo absolutamente nada. 
— Eu menti sobre aquela garota. Não existe nenhuma menina que eu tenha ficado depois de você. Eu disse que estava com alguém porque eu tinha que arrumar uma forma de mentir pra você que te superei da mesma forma que você me superou. Eu estava sufocado. Eu tinha que mentir pra mim e colocar na minha cabeça que não há mais nada entre a gente. E eu ficava mais sufocado ainda quando você perguntava por essa menina que não existe e eu tinha que inventar mais mentiras. Eu ainda te amo tanto, que às vezes eu fico vendo nossas fotos juntos e me pego te chamando de meu bebê como eu sempre te chamava. Eu ainda fico noites e noites imaginando eu saindo da sua casa tarde da noite e te dando um beijo de despedida e você me abraçando porque não quer que eu vá embora. Eu ainda te amo, mesmo que você não se importe com isso mais, mesmo que você tenha me superado, eu te amo.

Querendo ou não, o destino é sempre bom com a gente.


Sai de casa as pressas naquele dia, porque estava atrasada para mais um dia de pré-vestibular. Toda arrumada, tipo garota americana. Coque no topo da cabeça, batom rosa, anéis nos dedos, braço cheio de pulseiras e uma mochila bem pesada com estampa de caveiras. Parecia que eu estava numa maratona de tão rápido que eu andava para poder chegar até o ponto e pegar o primeira ônibus que servisse para ir pro cursinho. Enfim, cheguei. Peguei meu celular, o fone de ouvido e pronto. Me desliguei do mundo e só fiquei ligada na música e nos ônibus que passavam. Nossa, finalmente aquele ônibus chegou. Entrei e como de costume fiz uma pergunta ao motorista. 
— Você passa na Av. Passos ? 
O motorista tomando arrancada para sair do ponto e partir para o seu destino apenas acenou que sim com sua cabeça. 
Passei o cartão para pagar a passagem, rodei a roleta e sentei. Nossa, até que enfim. Fiquei mais tranquila com a sensação de saber que já estava indo para o cursinho e que talvez não chegaria atrasada. Coloquei novamente os fones de ouvido porque eu havia tirado para falar com o motorista. Fiquei ouvindo minhas músicas melodramáticas e olhando tudo o que estava a minha volta lá fora pela janela. Gosto de observar tudo e todos. Passava por alguns outros pontos de ônibus e via tudo quanto é tipo de gente. Passei todo o trajeto assim, observando tudo e ouvindo minhas músicas. Isso me dava a idéia de que eu estava fazendo parte de um filme. Finalmente o meu ponto para descer do ônibus chegou, dei sinal para o motorista parar e desci. Andei um pouco para chegar até o sinal pra poder atravessar a rua e fiquei esperando o sinal fechar. Sinal fechado, atravessei e comecei a andar com destino ao cursinho. Acho que já era umas 17:45 da tarde. Andei, andei, andei por aquelas ruas escuras do centro da cidade, via tanta gente passando por mim, tantas pessoas com histórias de vidas, tantos sonhos. Até que eu cheguei em uma rua que eu particularmente odeio passar por ela. Não sei, eu tenho um certo medo dessa rua e, nesse dia, eu realmente estava certa sobre esse medo. Quando eu estava chegado no final da rua, um cara me aborda e manda eu entregar a minha mochila a ele. Eu parei, o encarei e não sabia nem o que pensar. Mas segundos depois de não saber o que pensar eu me liguei que o cara estava querendo me assaltar e daí eu pensei: — FILHO DA PUTA ! 
Se ele levasse minha bolsa como eu voltaria pra casa ? Como eu iria estudar ? Afinal, todas as minhas apostilhas estavam lá no bolsa. Bem, eu não hesitei… Tive que entregar a bolsa, até porque minha vida é mais importante. Depois que eu vi o cara se afastando eu gritei: - Aquele cara roubou minha bolsa !! 
E foi daí que um jovem, devia ter uns 23 anos, com roupa social e muito bonito até, passou por mim e perguntou: - Que cara ?
— Aquele ali ! Aquele alto, moreno e careca, ele ta com a minha mochila de caveira.
Eu não acreditei na hora, mas esse cara correu até aquele homem com a tentativa de pegar a minha bolsa. Eu não sabia o que fazer, todo mundo a minha volta me olhava, eu não sabia se ficava ali parada ou se ia junto com aquele jovem tentar pegar minha bolsa. Bem, fui atrás daquele jovem e quando o encontrei ele me disse: - Ele sumiu no meio das pessoas. Você tem algum telefone aí pra ligar pra algum parente seu ? 
— Eu não tenho nada aqui ! Como eu vou voltar pra casa ? MEU DEUS e os meus livros ? Não acredito que isso aconteceu comigo !
— Calma. Fica calma. Vamos procurar uma delegacia pra fazer um B.O.
— Como você quer que eu fique calma se eu não tenho como voltar pra casa ? E se eu virar uma mendiga ? E se eu não conseguir voltar pra casa mais ? Meu Deus. 
Eu sei, era tudo muito estúpido o que estava passando na minha mente, mas eu não sabia o que pensar e eu estava desesperada.
Aquele jovem cujo eu nem fazia idéia do nome, só riu das coisas que eu falava. Ele só ficava me olhando, era até assustadora a forma que ele me olhava. Não sei, mas parecia que tinha uma certa fascinação no olhar dele.
— Eu te levo pra casa. 
— Hãm ?
— Eu te levo até em casa, não tem problema. Eu sei que você não tem como voltar pra casa porque tudo estava dentro daquele sua bolsa, então eu te levo.
— Mas eu nem te conheço.
— Prazer, sou o cara que você precisa para te levar em casa e que tentou ajudar a recuperar sua bolsa.
Eu ri. Não consegui segurar o riso. Meu Deus, ele era lindo. Aquela roupa social vestia ele tão bem e aqueles olhos dele eram tão encantador. Meu eu dentro de mim gritava para aceitar que ele me levasse até em casa, mas e se ele fosse outro ladrão, psicopata ou estuprador que queria se aproveitar de mim ?
— Não, obrigada. Muito obrigada por tentar me ajudar. Muito obrigada mesmo, mas acho melhor não.
— Por que ? Você quer virar uma mendiga abandonada que não tem como ir pra casa ? Nossa, acho que isso seria um desperdício com uma garota linda como você virando mendiga. -ele ria enquanto falava e, sinceramente, aquela risada dele era linda-
Meu Deus, ele disse que eu sou linda. Mas eu ainda sim, não queria aceitar que ele me levasse em casa.
— Por que você quer me ajudar ? Você não me conhece, não sabe nada sobre mim e nem eu te conheço. Como vou saber se você é um ladrão ou não ? Como vou saber e você não é um estuprador ? 
— Hum… Bem, quer tomar um café ? A gente pode conversar e eu te mostro que não sou nada do que você está pensando e daí você pode aceitar a minha oferta de levar segura até em casa.
— Não sei… Acho melhor não…
— Ah, vamos. Você não tem mais nada a perder mesmo. -ele pegou na minha mão e me puxou até a cafeteria-
Eu estava tremendo, não sei porque. Aquilo era meio que surreal pra mim. Eu não acreditava no que estava acontecendo. Eu fui assaltada naquela tarde e logo depois que sou assaltada um cara lindo, com roupa social tenta me ajudar e quer me levar até em casa.
— Ta bem, estamos tomando o café que você sugeriu. Já sei que o seu nome é Maurício e que você trabalha em uma multinacional. E sei também que TALVEZ você não seja um psicopata, estuprador ou um ladrão. Só que você não me disse o porquê de querer me ajudar e querer me levar até em casa. Você poderia só ter me oferecido o dinheiro da passagem do ônibus caso quisesse me ajudar, mas não, você quer me levar em casa, por quê isso ?
— É… Eu poderia só ter lhe oferecido o dinheiro da passagem, mas eu vi o seu rosto na hora que aquele homem te abordou e você me parecia tão vulnerável e com medo que eu não me permiti que você fosse embora sozinha.
— Ok. Mas você ainda não sabe nada sobre mim… Como você pode saber se eu sou uma pessoa confiável ou não ? 
— Então, me fale sobre você. Quero saber tudo. Ou melhor, tudo o que você quiser que eu saiba.
Eu olhei pra ele com uma cara de desconfiada, tomei um gole do café e sorri.
— Vamos lá, me fala pelo menos o seu nome.
— Letícia.
— Ah, Letícia… Letícia… Letícia..
Ele pronunciava meu nome de uma forma como se quisesse decorá-lo. Como se não quisesse esquecer.
— E o que você estava fazendo aqui no centro da cidade a essa hora Letícia ? Você sabe que andar por aqui só é meio que perigoso.
— Eu estava indo pro cursinho.
— Cursinho ?
— Pré-vestibular.
— Ah, pré-vestibular… O que você quer fazer na faculdade ?
— Arqueologia.
— Nossa, nunca conheci alguém que quisesse fazer arqueologia.
— É… 
— Ta bem, você está com poucas palavras. Você ainda não confia em mim o suficiente para poder conversar comigo, mas cá entre nós, se eu quisesse fazer algo a você, eu já teria feito. A gente já está conversando a quase 1 hora. Eu já poderia ter feito muita coisa a você durante 1 hora, mas a unica coisa que fiz foi lhe pagar um café e te oferecer carona até em casa.
— Ah, sabe como é… Minha mãe disse que não é pra eu falar com estranhos.
— Eu não sou mais estranho, você já sabe o meu nome, sabe que eu trabalho por aqui e sabe que eu quero te levar em casa.
— TA BEM ! Me convenceu. Se eu morrer hoje não tenho nada a perder mesmo.
— Eu sou uma boa pessoa, você vai ver, não vai se arrepender.
Fomos até o carro dele, e dentro havia um motorista. Quem é que tem um motorista ? Só pessoas ricas… Aquilo só podia ser um sonho, eu queria que alguém me beliscasse naquele instante.
— Primeiro as damas. 
Eu ri e levantei a saia de um vestido invisível como se eu estivesse fazendo reverência a ele. Depois ele riu também. 
Uma coisa que eu notei foi que o telefone dele não parava de vibrar e ele sempre ignorava as ligações. Não sei o porquê. Não hesitei e enquanto estávamos no carro, como tentativa de puxar assunto eu perguntei a ele.
— Por que você não atendeu a nenhuma ligação desde o momento em que entramos na cafeteria ? Eu notei que o seu telefone não parava de vibrar.
— Não queria interromper nossa conversa.
— Ah, só por isso ? Ah vai, tem que ter um porque. Vai me dizer que você estava fugindo da sua suposta namorada ?
— Não tenho namorada.
Engraçado que ele me olhou com uma cara surpresa. Como se ele acreditasse que nenhuma garota iria querer namorar ele.
— Desculpa.
— Se desculpa por quê ? Você não me fez nada.
— Desculpa por me desculpar então.
— Você me faz rir, é engraçada.
— Ótimo, sirvo para trabalhar em um circo. 
— E você, não tem namorado ? 
— Não. 
— Ah, vai, não tem ninguém ? Ninguém ? Ninguém ?
— Não. 
— Nossa. 
— O que foi ? 
— Não consigo acreditar que você não tem ninguém. 
— Por que ?
— Por que com certeza você deve ter muitos caras por aí querendo só uma chance pra ficar com você. Eu tenho certeza.
— Nada haver. Não é assim.
— Bem, então se não tem ninguém querendo ficar com você eu vou me candidatar a ser o primeiro da lista. -ele riu-
— E você, por que não tem ninguém ? Você é um cara bem sucedido, é bonito até e me parece ser uma boa pessoa. Você é o tipo de cara que toda garota sonha ter.
— Opa, você está junto com todas essas garotas que sonham em ter um cara assim ? Bem, se você estiver não precisa nem querer se candidatar, eu namoro com você na hora.
— Nossa, você é horrível nessas coisas, já sei porque não tem ninguém.
— Eu não vou mentir pra você, eu já fiquei com algumas meninas, sei que tem algumas que me querem, mas eu não gostei de nenhuma delas. Eu não consigo parar de pensar que elas podem estar comigo só por eu ter dinheiro, sabe ? Só por interesse. Eu quero alguém pra gostar de mim por eu ser eu e não pelo meu dinheiro. 
— Entendi. Bem, deve ser difícil encontrar uma menina vendo realmente dessa forma.
Eu não conseguia parar de observá-lo. A forma que ele mexia a boca quando falava, os olhos dele, a forma que ele estava sentado, a forma que mexia no celular… Era tudo tão perfeito nele. Mas eu não podia demonstrar que eu havia me interessado nele, e se ele achasse que eu só queria o dinheiro dele ? E se ele pensasse coisas ruins de mim ? Eu achava que era melhor tratá-lo de forma neutra… Sendo indiferente. Mas estava ficando cada vez mais difícil de me controlar.
— Pode parar o carro no próximo ponto, eu posso ir andando dali. Não precisa me levar até em casa.
— Não, eu insisto em te levar em casa. Quero ver você chegando segura lá.
— Não precisa, sério. Eu agradeço por você se importar em me trazer aqui, agradeço mesmo. Mas seria demais se você me levasse até em casa. O mundo precisa de mais pessoas como você.
O motorista estacionou o carro na calçada para não pará-lo na pista. Eu desci e ele desceu do carro junto comigo.
— Então eu vou a pé com você até em casa.
— Não precisa, sério. E não é porque eu não confio em você, não precisa mesmo.
Ele sorriu. Meu Deus que sorriso lindo.
— Tudo bem. Então, acho que a gente se despede aqui, não é !? 
— Sim.
— Bem, gostei de te conhecer Letícia. E gostei também de te provar que eu não sou nenhum psicopata e que não sou nenhum estuprador.
— Bobo. Obrigada por tudo. 
Acenei pra ele, dei as costas e comecei a andar em direção a minha. Era tudo muito irreal. Eu ainda não conseguia acreditar naquilo. Depois que o carro pegou a pista eu o vi colocando a cabeça para fora do carro e ele gritou: - Me adiciona no facebook, Maurício Candelar !
— Ta bom ! -eu gritei-
Depois daquele dia, nós conversávamos todos os dias. Não havia um dia sequer que a gente não se falava. Seja por internet, telefone ou pessoalmente. Em 3 meses nós viramos amigos. Depois de 5 meses começamos a ficar, pois a gente já se amava. E foi tudo tão incrível. Ele era a melhor pessoa do mundo comigo e eu fazia de tudo para deixá-lo feliz. Eu nunca havia amado alguém como o amei. E ele nunca havia encontrado uma garota como eu. É como se o destino quisesse que nos encontrássemos naquele dia. Eu sou grata pelo o destino ter feito, porque depois daquele dia eu fui a pessoa mais feliz do mundo.
— E foi assim que eu conheci seu pai filha, foi desse jeito que nos conhecemos.

Tenho pressa pro amor.

A culpa é sua. É, sua, seu babaca. Não tenho culpa se você não fez o suficiente para eu me apaixonar por ti. Ou você achava que nesse tempo todo que se manteve calado, que nunca olhou nos meus e me disse que me ama, que falava tudo de mais lindo e encantador para sua amiga menos pra mim, iria me conquistar ?

Você achou mesmo que fazendo com que sua amiga falasse pra mim que você me amava, que queria viver o resto da sua vida comigo, iria fazer com que eu me sensibilizasse e fosse correndo até a sua casa para te abraçar e dizer que te amo ? NÃO! Está tudo errado. ERRADO. ERRADO. ERRADO. Eu queria gestos, queria palavras ditas para mim, queria troca de olhares, atitudes, demonstrações. Você sabe o que é isso ?

Olha, eu sei que dá medo, eu sei, já estive apaixonada também, mas por quê você não tentou ? Por que você não me ligou e disse que estava vindo até minha casa porque tinha algo importante para me contar ? Por que ? É uma pena. Cada vez mais a minha apreciação para essa suposta relação que poderíamos ter está diminuindo. Mas eu tô aqui, tô aqui te esperando, só por favor, não demora, tá ?

Guarde seu problema no bolso e venha cuidar do meu.

Amigos. Nunca cheguei a ter realmente um amigo. Nunca cheguei a confiar em alguém para contar minhas teorias malucas sobre o universo e a estúpida vida. Nunquinha considerei alguém meu amigo a ponto de chegar e dizer: ”Por favor, me empresta o seu ombro, eu preciso chorar.”
Eles sempre estiveram ocupados demais com as suas vidas, então, eu sempre achei melhor não incomodá-los. Nunca tive um amigo pra poder dizer as vezes em que eu penso em morrer, fugir, sumir… Nunquinha. Eles estão ocupados demais. Eu não tenho um amigo que guarda os seus problemas no bolso pra poder segurar os meus, nunca tive.
Não tenho alguém aqui comigo pra se importar de verdade, pra olhar nos meus olhos e dizer que eu posso desabar nele, pra me ligar bem cedinho só pra me acordar e não me deixar chegar atrasada no trabalho, ou alguém pra dizer aos meus pais não me deixarem ir a um determinado lugar só porque ele quer me proteger.
Nunca tive amigos. Eu nunca tive porque eu também estava sendo ocupada demais fazendo papel de amiga com quem nunca, nem sequer por um segundo, abriu mão de seus problemas para segurar os meus. É esse meu altruísmo que me faz ser a amiga mais boa amiga e sem amigos do mundo.

Seria direito ou esquerdo o sentido ?

Pra mim a vida não tem sentido algum. Há um certo tempo o sentido da minha vida era só fazer faculdade, casar, ter filhos e morrer. Só. Eu achava que só isso bastava na minha vida. Porém durante um tempo eu adquiri conhecimentos que eu não tinha antes que me levaram a crer que a vida não faz o menor sentido.

Vejamos: Do que adianta a gente trabalhar pra conseguir ter uma boa estabilidade de vida, se no ‘final’ a gente morre e todo aquele dinheiro que a gente batalhou pra ter, batalhou pra conseguir ter o status ”rico”, vai ficar pra alguma pessoa ? Não vejo sentido nisso, entende ?

Do que adianta você acordar de manhã com uma boa expectativa sobre o dia, porque você vai fazer uma entrevista de emprego e quer atrair pra si toda boa energia do mundo, se quando você estiver saindo de casa vem um cara qualquer e te mata com um tiro no peito ? Aonde vai parar seus sonhos ? Hum ? Do que adianta a gente viver, se não podemos tocar as estrelas, se não conseguimos descobrir nem metade dos mistérios desse mundo ? Tipo ?!

Tem uma frase que eu li no livro Remember me que é assim: “O que quer que você faça na vida, será insignificante. Mas é muito importante que faça, porquê ninguém mais fará por você.” Se eu não me engano essa frase é do Gandhi -não sei como escreve e to com preguiça de corrigir- e eu até que concordo com ela. Tudo que fizermos vai ser insignificante, mas se a gente não fazer alguém vai fazer no nosso lugar e vai ficar com os créditos e o reconhecimento pra ela. Se for pra gente fazer algo na vida, que seja pra ser algo que nos dê reconhecimento no final, pelo menos assim a gente não passa na vida sem ser ”invisíveis”.

Eu escrevo para procurar um amigo.

Escrever vai mais além que colocar para fora o que está transbordando aqui dentro. Escrever é você contar algo para alguém, quem quer que seja, porque você não aguenta mais ter todos aqueles sentimentos dentro de si, você quer que as pessoas que leem você e suas escritas carreguem o que você sente também, você quer que as pessoas que estão lendo o que você escreveu te compreenda, te entenda, te dê um minutinho de atenção.
Quando você escreve você faz novos amigos, pois tudo o que você sente algum leitor está lendo e então esse leitor acaba sabendo da sua vida mais que qualquer outro amigo que te conheça há anos. Escrever é fazer com que você sinta-se leve, flutuante, vazio... Escrever é mais que contar, é mais que detalhar, é mais que um pedido de socorro-eu-preciso-que-alguém-me-ouça... Escrever é desabafar para encontrar alguém que esteja disponível para ouvir o seu desabafo. É encontrar um novo amigo, mas um novo amigo que te leia sempre que você escreva.

Tudo isso se chama destino.

Livre arbítrio não existe, isso é uma ilusão. Qualquer direção que nós escolhermos dará no caminho que devíamos estar. Foi Deus quem escreveu toda a nossa história, toda a nossa vida. Só Ele sabe o que vai acontecer conosco ou o que não vai acontecer. Dizer que Deus nos dá a opção de escolher a direção que queremos não é totalmente errado, porém, Ele sabe que qualquer escolha que façamos nós iremos acabar no final que Ele escreveu para nós. Tudo isso se chama destino meu caro leitor. Destino. Se por acaso descobrirmos que a nossa morte será daqui a 15 dias em um acidente de trânsito, nós evitaríamos o máximo para não morrer e provavelmente evitaríamos sair de casa. Mas você acha mesmo que você não pode morrer engasgado com o seu almoço de sábado ? Você acha que pode não morrer dormindo ? Não dá, não dá para bular o nosso destino. Não dá. Não importa se você tente ao máximo fazer com que seja diferente, se aquele é teu destino meu caro leitor, nada e nem ninguém pode mudar, pois já está escrito no livro da sua história.

Se eu por acaso lhe pedir para olhar nos meus olhos, o que verás ? Pois, eu digo o que vejo quando olho profundamente em meus olhos pelo espelho... Eu vejo alguém que faz de tudo para mudar, mas sempre há algo tentando impedir. Vejo alguém que, apesar de todas as quedas, nunca deixou de se levantar do chão, mesmo estando só em todos os momentos. Eu estou vendo alguém que, em seus olhos, traz marcas de dor, marcas de rancor, marcas de decepções, marcas das rasteiras que levou da vida. Eu estou vendo alguém que amou, que lutou e chorou por alguém e nem sequer por um dia teve esse sentimento retribuído por essa pessoa. Eu vejo alguém que, por conta de todas as coisas que a vida lhe fez passar, ficou fria, amarga, ignorante, insensível e indiferente quanto a tudo e todos. Esse alguém que vejo, sou eu. Eu. O meu eu de agora. Esse alguém que eu vejo quer trazer de volta, o eu que era antigamente, o eu que era feliz.

Eu me lembro perfeitamente de quando eu tinha os meus 7/8 anos. A minha mãe em suas conversas com meus professores e suas amigas, sempre dizia que eu só era tímida fora de casa, porque com meus pais em casa eu era um papagaio ! E isto é realmente verdade, pois eu era assim. Eu me sentia livre dentro de casa para dizer o que quiser, mas lá fora, na rua, eu não me sentia tão livre assim. Hoje eu já não posso dizer que sou do mesmo jeito. Dentro de casa só digo o que é realmente necessário, me vejo limitada a dizer certas coisas e tenho medo da reação dos meus pais/familiares. Lá fora já é diferente. Não me importa o que as pessoas vão dizer ou achar, eu falo o que dá na telha. Não tenho mais medo de como as pessoas irão reagir a certas coisas que eu diga ou faça. Não mais ! Porque lá fora, ninguém se importa em como você vai reagir/sentir com o que elas dizem. Lá fora tem um regra que vem sempre em primeiro lugar: Olhar só para o próprio umbigo.

Cara, extravasa o que tem dentro de você. Faça o que te dá na telha. Faça o que te dá vontade de fazer, não se importa com o que irão pensar ou falar de ti. Isso realmente não importa nem um pouco. Faça coisas que você sempre sonhou em fazer, mas teve medo do que iriam pensar. Sonhe, sonhe sem medo da queda. Se cair? Levanta. Levanta assim como levantou outras vezes. Do chão você não passa. A opinião dos outros não vai acrescentar em nada na sua vida, só vai fazer com que você desista dos seus grandes sonhos. Não dê atenção para o que dizem e vai viver. Vai lá, corre que a vida não nos espera. 

 
Layout feito por Adália Sá | Não retire os créditos